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Povoado andaluz socorre vítimas de acidente ferroviário na Espanha
Quando as sirenes das ambulâncias e dos carros da polícia interromperam a tranquila tarde de domingo (18) em um pequeno povoado da Andaluzia, no sul da Espanha, Manuel Muñoz soube que algo grave havia acontecido e não pensou duas vezes: correu para ajudar.
"A primeira coisa que fizemos foi ir ao centro daqui (...), começamos a levar água, cobertores, tudo o que pudemos", contou à AFP em Adamuz, a localidade da província de Córdoba mais próxima do local do grave acidente ferroviário ocorrido na véspera, que deixou, até o momento, 39 mortos e mais de 120 feridos.
Muñoz, operário de uma fábrica de azeite de 60 anos, foi um dos muitos moradores que se mobilizaram para prestar ajuda enquanto os serviços de emergência levavam as vítimas do local do desastre até o povoado, ajudando a descarregar as vans que transportavam suprimentos.
Ele continuou colaborando até que o dispositivo de assistência ganhou maior dimensão, à medida que se tornava conhecida a magnitude da tragédia.
"Fomos embora porque já estávamos atrapalhando o trabalho dos profissionais", acrescentou.
Normalmente tranquila, essa cidade andaluza de 4 mil habitantes, cercada por olivais, fervilhava de atividade nesta segunda-feira, colocada de repente nas manchetes da imprensa nacional e internacional após a colisão de dois trens de alta velocidade não muito longe dali.
Dezenas de jornalistas percorriam as ruas do povoado, à espera de que o presidente do governo, Pedro Sánchez, falasse aos repórteres a partir do pavilhão municipal, onde ainda se amontoavam pilhas de cobertores doados na noite anterior.
Adamuz "é um povoado solidário", descreveu Mariana Costa, orgulhosa da forma como os moradores não hesitaram em levar roupas, cobertores, água e comida quente aos sobreviventes de uma das piores catástrofes ferroviárias do século XXI na Europa.
Diante do ocorrido, um supermercado chegou a abrir no início da noite para distribuir pães, sanduíches e bebidas, contou a dona de casa de 65 anos, que destacou que "os moradores responderam maravilhosamente" à tragédia.
"Hoje todo o povoado está um pouco para baixo, porque (...) o acidente é muito forte", afirmou. "Adoro viver aqui, é um lugar tranquilo, vive-se bem. Isso não pode acontecer", lamentou.
- "Muito mal" -
O prefeito de Adamuz, Rafael Ángel Moreno, também quis homenagear os moradores, "que se mobilizaram desde o primeiro momento", colocando à disposição das pessoas que saíam atordoadas dos trens alimentos, cobertores, ferramentas e até veículos.
"Tudo o que estava ao nosso alcance foi colocado à disposição desse acidente fatal", explicou durante uma coletiva de imprensa ao lado de Sánchez e do presidente da região da Andaluzia, Juanma Moreno Bonilla.
Adamuz demonstrou "algo muito próprio da Andaluzia, que é a solidariedade, que no fim define a ternura de um povoado como o nosso", destacou Moreno.
Os elogios, no entanto, serviam de pouco consolo aos moradores, que ainda lutavam para assimilar a catástrofe da qual acabaram sendo testemunhas.
"Todos ficamos muito mal, de verdade. Estamos nos sentindo muito estranhos", confessou Sonia, funcionária da limpeza de 49 anos que preferiu não informar o sobrenome.
"Que conheçam o povoado por causa disso... Tomara fosse porque ganhamos na loteria ou por algo alegre, mas isso é... É que ainda não conseguimos acreditar", afirmou.
P.Petrenko--CPN