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Noruega afirma que Venezuela fechou embaixada em Oslo após Nobel da Paz para Machado
A Venezuela fechou sua embaixada em Oslo sem dar explicações, anunciou nesta segunda-feira (13) o Ministério das Relações Exteriores da Noruega, três dias após o Prêmio Nobel da Paz ser concedido à líder da oposição, María Corina Machado.
"A embaixada da Venezuela nos informou que estava fechando suas portas, sem dar nenhuma razão", indicou uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norueguês, Cecilie Roang, em um e-mail enviado à AFP.
"É lamentável. Apesar de nossas divergências em várias questões, a Noruega deseja manter aberto o diálogo com a Venezuela e continuará trabalhando nesse sentido", acrescentou.
María Corina Machado foi impedida de concorrer às eleições presidenciais de 2024, nas quais o presidente em fim de mandato, Nicolás Maduro, foi declarado vencedor, apesar dos protestos da oposição.
Segundo o jornal norueguês Verdens Gang, que revelou a informação, os serviços da embaixada não atendiam ao telefone na tarde desta segunda-feira.
Seus números estavam fora de serviço, constatou a AFP à noite, em horário local.
Este anúncio ocorre três dias depois de o Comitê Norueguês do Nobel, composto por cinco membros nomeados pelo Parlamento daquele país, conceder o Prêmio da Paz a Machado.
O Comitê Norueguês do Nobel destacou que concedeu o prêmio a Machado "por seu incansável trabalho na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia".
No domingo, Maduro chamou sua adversária política de 58 anos de "bruxa demoníaca".
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norueguês insistiu que "o prêmio Nobel é independente do governo norueguês".
"Em relação às questões relacionadas a este prêmio, remetemos ao Comitê Nobel", declarou.
Machado, que vive na clandestinidade em seu país, dedicou o prêmio "ao povo sofredor da Venezuela" e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de quem espera ajuda para destituir Maduro do poder.
L.Peeters--CPN