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'Emilia Pérez' se consagra no César a dois dias do Oscar
A comédia musical "Emilia Pérez" superou as polêmicas pré-Oscar e se consagrou nesta sexta-feira no prêmio César, entregue na França, onde conquistou sete estatuetas, entre elas as de melhor filme e diretor.
"O prazer de se esconder, o terror de não ser descoberto. Obrigado por ter me encontrado", disse o cineasta Jacques Audiard, 72, que recebeu seu prêmio das mãos da diretora Justine Triet, vencedora no ano passado.
A 50ª edição do César teve um sabor de revanche para essa produção em espanhol, que mostra a transição de gênero de um narcotraficante mexicano. O filme era o grande favorito, após vencer em Cannes e conquistar 13 indicações ao Oscar, mas críticas mexicanas sobre a sua forma de representar a violência do narcotráfico e a divulgação de tuítes antigos de sua protagonista contendo críticas aos muçulmanos e aos negros comprometeu a campanha do longa-metragem.
Afastada da promoção do filme, a atriz espanhola Karla Sofía Gascón compareceu à cerimônia no teatro Olympia, em Paris, onde se sentou ao lado da colega de elenco Zoé Saldaña. Audiard pareceu ter se reconciliado com Karla, após a polêmica causada pelos tuítes.
A protagonista espanhola disputava o prêmio de melhor atriz, que foi entregue à francesa Hafsia Herzi, por "Borgo". Emilia Pérez também levou a estatueta de melhor trilha sonora.
Em uma noite dedicada à Ucrânia por Catherine Deneuve, que usava no peito um broche com a bandeira daquele país, a atriz americana Julia Roberts recebeu um César honorário. "Minha vida hoje é um sonho", comemorou, com um sorriso radiante, ao receber a estatueta das mãos de Clive Owen, com quem protagonizou o filme "Closer" em 2005.
O César também homenageou com um prêmio honorário o diretor Costa-Gavras, conhecido por obras como "Desaparecido", "A Confissão" e "Z".
Y.Tengku--CPN