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Tempestade Milton vira furacão nos EUA ao avançar para Flórida
A tempestade tropical Milton, que se dirige para o estado da Flórida, virou furacão de categoria 1 (em uma escala que vai até 5), anunciou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês), neste domingo (6).
Segundo o NHC, Milton se intensificou no domingo e se movimentava pelo Golfo do México com ventos máximos sustentados de cerca de 130 km/h.
Espera-se que o furacão ganhe ainda mais força até se tornar um "de grande magnitude", advertiu a agência americana, segundo a qual a tempestade deveria tocar o solo em meados da próxima semana na costa oeste do estado da Flórida, uma região já devastada pela passagem do furacão Helene há poucos dias.
Deanne Criswell, chefe da Agência Federal para a Gestão de Emergências (Fema, na sigla em inglês), disse ao programa "This Week", da emissora ABC, que as autoridades federais estavam "absolutamente preparadas" para enfrentar a nova tempestade.
O governador da Flórida, Ron DeSantis, aumentou para 51 o número de condados com estado de emergência declarado antes da tempestade.
Helene atingiu a costa da Flórida como furacão de categoria 4 em 26 de setembro, e deixou um rastro de destruição terra adentro até as montanhas dos Apalaches, com chuvas torrenciais e inundações repentinas em cidades remotas de estados como a Carolina do Norte.
A tempestade deixou mais de 220 mortos, transformando-a no segundo desastre natural mais mortal registrado no país desde o furacão Katrina, em 2005. E o número de mortos continua aumentando.
Os socorristas continuavam trabalhando para buscar sobreviventes e levar eletricidade e água potável para as comunidades montanhosas isoladas pela devastação.
Mas este esforço foi afetado por uma onda de informações falsas e teorias conspiratórias, entre elas a afirmação do candidato presidencial republicano Donald Trump de que sua adversária na disputa à Casa Branca, a vice-presidente democrata Kamala Harris, se apropriou indevidamente dos recursos de ajuda e os redirecionou para os migrantes.
A.Leibowitz--CPN