-
Trump crê que EUA vai voltar a pisar na Lua antes do fim de seu mandato
-
Suprema Corte dos EUA limita redistribuição eleitoral destinada a favorecer minorias
-
O que o futuro reserva à Opep após a saída dos Emirados Árabes Unidos?
-
Fed mantém taxas de juros inalteradas pela terceira reunião consecutiva
-
Chefe de gabinete de Milei se defende no Congresso de suspeitas de corrupção
-
Trump diz ao Irã que 'é melhor ficarem espertos logo' e aceitarem acordo nuclear
-
Guerra no Irã ameaça levar mais de 30 milhões de pessoas à pobreza
-
MBDA e Safran lançam primeiro teste de foguete de longo alcance Thundart
-
Powell é foco de reunião do Fed, que deve manter juros
-
Empresa de limpeza viraliza no Japão por serviço de 'spa para pelúcias'
-
UE acusa Meta de permitir acesso de menores de 13 anos ao Facebook e Instagram
-
Canal do Panamá descarta especulação com preços por bloqueio de Ormuz
-
'Independência': países em Santa Marta pedem fim do uso de combustíveis fósseis
-
Charles III pede que EUA se mantenha fiel aos aliados ocidentais
-
Musk e Altman, frente à frente em ação judicial sobre a OpenAI
-
Emirados Árabes Unidos deixarão Opep em maio para proteger 'interesse nacional'
-
Lucro líquido da montadora chinesa BYD cai 55% no 1º trimestre
-
Emirados Árabes Unidos vão deixar Opep a partir de maio
-
Preços das commodities sobem com guerra e outros fatores, diz Banco Mundial
-
Jovem se declara culpado na Áustria de planejar atentado contra show de Taylor Swift
-
Quase 60 países participam de primeiro encontro na Colômbia para superar as energias fósseis
-
Colisão de trens na Indonésia deixa 15 mortos e dezenas de feridos
-
Ex-atriz faz depoimento emotivo em novo julgamento por estupro contra Weinstein
-
Personalidade de Elon Musk, no centro da batalha jurídica contra a OpenAI
-
Colisão entre trens perto de Jacarta deixa ao menos cinco mortos
-
Rei Charles III se reúne com Trump em tentativa de recompor relações
-
Rei Charles III chega aos EUA para reforçar vínculos com Trump
-
Começa seleção do júri na batalha legal de Musk contra OpenAI
-
UE quer obrigar Google a abrir Android para concorrentes de IA
-
O seleto mundo dos bolos de casamento superluxuosos
-
Turismo despenca em Cuba no primeiro trimestre de 2026
-
Gasto militar seguiu crescendo em 2025 com multiplicação de guerras e tensões
-
Powell lidera última reunião como presidente do Fed em meio a preocupações com a inflação
-
Empresas de IA intensificam campanhas de influência para impactar medidas regulatórias
-
Príncipe Harry afirma que 'sempre' fará parte da família real
-
OpenAI pede desculpas ao povo canadense por não ter reportado ataque a tiros
-
YouTube oferece detecção de 'deepfakes' a artistas de Hollywood
-
Lula busca respostas diante de avanço da direita a meses das eleições
-
Departamento de Justiça dos EUA arquiva investigação contra presidente do Fed
-
Modelos elétricos chineses roubam a cena no gigantesco salão do automóvel de Pequim
-
Tesla começa a produzir seu 'robô-táxi', diz Musk
-
Imagem de família equatoriana separada pelo ICE vence o World Press Photo
-
Robôs movidos por IA dão esperança e novas perspectivas à indústria alemã
-
'Detox digital' avança entre jovens nos EUA
-
Nasa revela novo telescópio espacial Roman, que criará um 'atlas do universo'
-
Índia estabelece 'sino da água' nas escolas para combater a onda de calor
-
Toluca denuncia racismo contra o brasileiro Helinho
-
Kevin Warsh, de linha-dura contra a inflação a aliado de Trump
-
Procuradoria da Flórida abre investigação contra ChatGPT por ataque a tiros mortal
-
Lula defende multilateralismo e aposta em relações comerciais sem 'preferência'
COP28 faz apelo ao mundo por 'transição' para abandonar os combustíveis fósseis
Representantes de quase 200 países aprovaram nesta quarta-feira (13) um apelo histórico a favor de uma "transição" energética que permita abandonar progressivamente o uso dos combustíveis fósseis.
A transição das energias que provocaram o aquecimento do planeta deve ser acelerada "nesta década crucial", afirma o texto.
"Estabelecemos as bases para alcançar uma mudança transformadora histórica", declarou o presidente da conferência, o emiradense Sultan Ahmed Al Jaber, após a aprovação da declaração.
"Pela primeira vez, temos uma linguagem sobre combustíveis fósseis em uma declaração", comemorou Jaber, diante dos aplausos dos ministros e autoridades presentes, que negociaram por um dia mais que o previsto para o encerramento oficial da COP28.
Oito anos após o Acordo de Paris de luta contra a mudança climática, a comunidade internacional afirma que uma preparação é necessária para deixar para trás as fontes de energia que permitiram o maior crescimento econômico da história.
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, afirmou que a era dos combustíveis fósseis "deve acabar", após o acordo anunciado em Dubai.
"A era dos combustíveis fósseis deve acabar - e deve acabar com justiça e equidade", destacou Guterres em um comunicado.
A ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, afirmou que os países desenvolvidos devem assumir a liderança na transição energética e fornecer os "meios necessários" aos países em desenvolvimento.
"É fundamental que os países desenvolvidos tomem a dianteira na transição rumo ao fim dos combustíveis fósseis e assegurem os meios necessários para os países em desenvolvimento", declarou a ministra em Dubai.
"O desafio de concretizar a missão de (limitar o aumento da temperatura média do planeta a) 1,5ºC depende do esforço de todos e, principalmente, do comprometimento de todos em alinhar suas próximas NDC (sigla em inglês para Compromissos Nacionalmente Determinados) a este objetivo", acrescentou.
"E o Brasil se sente feliz e honrado em ajudar nesta tarefa e, quem sabe, poderemos celebrar juntos na COP30, na Amazônia, em Belém do Pará", completou a respeito da reunião programada para 2025 (a COP29, em 2024, acontecerá no Azerbaijão).
O comissário europeu para a Ação Climática, Wopke Hoekstra, também celebrou o anúncio. "Pela primeira vez em 30 anos, podemos estar nos aproximando do início do fim dos combustíveis fósseis. Estamos dando um passo muito, muito significativo para limitar o aquecimento a 1,5°C", afirmou.
- De acordo com as circunstâncias nacionais -
O texto destaca que a comunidade internacional "reconhece a necessidade de profundas, rápidas e duradouras reduções dos gases do efeito estufa" e, para isso, pede às partes que contribuam com uma lista de ações climáticas, "de acordo com as circunstâncias nacionais".
A primeira ação é "triplicar a capacidade energética renovável" e "dobrar a eficiência energética média" até 2030.
Em seguida, "acelerar os esforços para eliminar progressivamente o carvão sem medidas de redução, acelerar o uso de combustíveis com zero ou baixas emissões e efetuar uma transição dos combustíveis fósseis (...) de maneira justa, ordenada e equitativa".
"Deve ser acelerado nesta década crucial para alcançar a neutralidade de carbono até 2050", afirma o texto.
O termo em inglês "transition away" é ambíguo e sujeito a interpretação, reconheceram os especialistas.
A meta é 2050, mas o texto não deixa claro se até esta data, fundamental no calendário da batalha climática, os países devem ter abandonado completamente a dependência das fontes de energia fósseis.
O que a comunidade internacional reitera é que, até meados do século, o planeta deve equilibrar os gases que envia para a atmosfera com aqueles que retém ("neutralidade de carbono").
D.Goldberg--CPN