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UE abre investigação contra Meta por práticas contrárias à concorrência na IA do Whatsapp
A União Europeia (UE) abriu nesta quinta-feira (4) uma investigação contra o grupo de tecnologia americano Meta por uma possível infração às normas de concorrência relacionadas às funções de inteligência artificial (IA) de seu aplicativo de mensagens WhatsApp.
A Comissão Europeia explica em um comunicado que uma nova política anunciada pela Meta "poderia impedir que fornecedores de IA de terceiros ofereçam os seus serviços através do WhatsApp", o que, se confirmado, constituiria um abuso de posição dominante.
Em um momento de pleno desenvolvimento das atividades relacionadas à IA, Bruxelas quer se assegurar de "que os cidadãos e as empresas se beneficiem plenamente desta revolução tecnológica, impedindo que aqueles que ocupam posições dominantes se aproveitem dela para expulsar a concorrência", indicou Teresa Ribera, vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela Concorrência.
Atualmente, destacou a UE, o WhatsApp permite que empresas se comuniquem com seus clientes através de sua plataforma, e algumas o fazem utilizando serviços de IA desenvolvidos por fornecedores independentes da Meta, empresa matriz de outras plataformas como Facebook e Instagram.
Contudo, segundo a Comissão, as novas regras de funcionamento anunciadas pela empresa com sede na Califórnia poderiam impedir o acesso aos fornecedores externos, em benefício de seu próprio serviço, denominado Meta AI.
Procurado pela AFP, um porta-voz do WhatsApp destacou que "estas afirmações carecem de fundamento".
A proliferação de bots conversacionais de IA que utilizam a interface de programação (API) do WhatsApp destinada às empresas "coloca à prova os nossos sistemas, que não foram concebidos para suportar tal carga", por isso as mudanças anunciadas, indicou.
Desde julho, a Meta é objeto de uma investigação na Itália relacionada ao lançamento de seu assistente de IA no WhatsApp. A autoridade de concorrência do país considerou que a medida poderia prejudicar seus concorrentes.
Esta nova investigação demonstra a determinação de Bruxelas em regulamentar as empresas do setor digital, apesar das repetidas pressões dos Estados Unidos, que acusam a UE de atacar injustamente os líderes americanos do setor.
M.García--CPN