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EUA lança três sondas para melhorar estudos do clima espacial
Os Estados Unidos lançaram, nesta quarta-feira (24), três sondas com o objetivo de aprimorar a compreensão da meteorologia espacial e, principalmente, as tempestades solares, fenômenos que podem interferir nas atividades humanas tanto na Terra como no espaço.
As três sondas partiram da Flórida a bordo de um foguete da empresa privada SpaceX. Agora, devem iniciar uma longa viagem para chegar ao seu destino, o ponto de Lagrange 1, a cerca de 1,5 milhão de quilômetros do Sol, um lugar ideal para medir sua atividade.
O primeiro dispositivo, denominado IMAP e desenvolvido pela Nasa, carrega dez instrumentos científicos destinados a estudar a heliosfera, uma espécie de enorme bolha que protege o sistema solar das radiações cósmicas.
Esta última constitui "uma peça-chave do quebra-cabeça" da influência do Sol, segundo a funcionária da Nasa Nicky Fox, antes do lançamento.
O objetivo do IMAP e das outras duas sondas é coletar dados que permitam detectar e compreender melhor as tempestades solares.
Estes eventos de alta radiação são causados por erupções na superfície solar e são muito difíceis de prever. No entanto, podem perturbar numerosas atividades humanas na Terra, como a aviação, as comunicações móveis e as redes elétricas. Também podem colocar em perigo os astronautas e satélites no espaço.
A sonda SWFO-L1, operada pela Agência Nacional de Observação Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), tem como objetivo detectar as tempestades solares com alguns minutos de antecedência.
"Não pode prevenir uma ameaça iminente, mas pode nos dar tempo para nos prepararmos", explicou Irene Parker, da NOAA.
Com estes dados, as autoridades poderiam proteger os astronautas, alertar pilotos de aviões sobre futuras perturbações nos sistemas GPS, ou até mesmo adaptar redes elétricas em previsão do impacto.
A terceira sonda, também operada pela Nasa, permitirá estudar a atmosfera externa da Terra com o objetivo de compreender melhor como a meteorologia espacial a afeta.
X.Cheung--CPN