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Diretor de universidade francesa de elite, acusado de violência doméstica, propõe sua renúncia temporária
O diretor de uma das mais prestigiadas universidades da França, a Sciences Po Paris, propôs nesta segunda-feira (11) a sua renúncia temporária, depois que os estudantes pediram a sua demissão após ter sido acusado de violência doméstica.
Mathias Vicherat e sua parceira Anissa Bonnefont se acusam mutuamente de violência doméstica e foram presos em 3 de dezembro, antes de serem libertados um dia depois. O Ministério Público de Paris ordenou o início de uma investigação.
Cerca de 100 estudantes do campus principal de Paris organizaram protestos na semana passada pedindo a demissão de Vicherat, eleito em 2021 como parte de um programa de combate à violência sexual e sexista.
O funcionário, de 45 anos, substituiu então Frédéric Mion, que foi forçado a renunciar ao cargo de diretor em fevereiro daquele ano por ignorar as suspeitas de incesto contra o conhecido cientista político Olivier Duhamel.
Em uma carta aos estudantes e funcionários da Sciences Po, consultada pela AFP, Vicherat escreve que propôs a sua renúncia temporária à presidente da Fundação Nacional de Ciências Políticas (FNSP), Laurence Bertrand Dorléac.
"De acordo com as modalidades, o calendário e a duração que devem ser definidos e que serão apresentados aos diferentes órgãos esta semana", disse o diretor. Estão previstas três reuniões, de terça a quinta-feira.
Em sua carta, Vicherat rejeita "os atos de violência que aparecem na imprensa e nas redes sociais". Após a detenção, "não foi apresentada queixa nem foram adotadas quaisquer medidas judiciais de controle ou contenção", disse.
A Sciences Po foi fundada em 1872 para formar funcionários públicos, mas foi gradualmente aberta a estudantes que buscavam carreira no setor privado. Várias personalidades passaram por suas salas de aula.
Entre os seus ilustres alunos estão o estilista Christian Dior e o escritor Marcel Proust, assim como o presidente francês, Emmanuel Macron, e o ex-primeiro-ministro canadense Pierre Trudeau.
M.Anderson--CPN