-
Italiano Luca Parmitano será 1º europeu a integrar missão Artemis
-
Nintendo anuncia remake do jogo 'The Legend of Zelda: Ocarina of Time'
-
Fora da Copa do Mundo, China volta atenção ao árbitro Ma Ning
-
OpenAI dá o primeiro passo rumo à sua estreia na Bolsa nos EUA
-
Empresários e sindicatos suíços se unem contra proposta de limitar a imigração
-
Trump afirma que negociação de acordo de paz com o Irã está na 'fase final'
-
Irã e Israel suspendem hostilidades, mas ameaças persistem
-
Smartphones podem se responsáveis por queda da taxa de natalidade, apontam estudos
-
Milei defende IA desregulada após alerta de historiador Harari
-
México promete abertura de Copa do Mundo de 'paz', em meio a protestos
-
Apple relança sua IA com ajuda do Google
-
Aumenta pressão na França para combater abusos sexuais contra crianças
-
'Foi espancado até a morte!': abuso militar no combate ao narcotráfico no Equador
-
Lassana Diarra chega a acordo com Fifa sobre direitos de transferência
-
UE aprova primeiro tratamento contra câncer com injetor portátil
-
Mulheres são alvo de onda de prisões por suas vestimentas em Herat, no Afeganistão
-
SCANDIC COIN e a cotação na Coinbase como ponte para activos reais?
-
SCANDIC COIN作為實體資產代幣SNC在交易所上市後漲幅達數百百分比
-
Com 100 dias de guerra, hostilidades entre Irã e Israel escalam
-
Chega a Cuba nova ajuda humanitária enviada pelo México
-
Opep+ aumenta suas cotas de produção de petróleo
-
EUA derruba drones do Irã quando guerra no Oriente Médio completa 100 dias
-
Papa Leão XVI celebra missa para mais de um milhão de fiéis em Madri
-
Nova York, o reino das filas de espera
-
Sicília se prepara para festa de casamento de Dua Lipa e Callum Turner
-
Putin nega colapso da economia no 'Davos russo'
-
Forte criação de emprego nos EUA superou expectativas em maio
-
Putin enfrenta uma economia frágil no 'Davos russo' sob a ameaça de drones ucranianos
-
Controle de Trump sobre seu partido é testado no Congresso
-
'Ouro de sangue': como grupos armados e guerrilhas tomaram controle da mineração na Venezuela
-
Brasil considera comprar mais 20 caças da Suécia
-
Companhias aéreas se reúnem no Rio para discutir futuro diante de crises
-
Morre aos 56 anos a artista franco-iraniana Marjane Satrapi, autora de 'Persépolis'
-
Índia vê 'oportunidade' no petróleo venezuelano após reunião entre Rodríguez e Modi
-
Nasa encerra missão em Marte após perder contato com sonda espacial
-
Manifestantes invadem prédio do governo no México às vésperas da Copa
-
Polícia chilena entra em confronto com estudantes que protestam contra presidente
-
'20 minutos de pânico': IA impulsiona golpes de clonagem de voz nos EUA
-
Pressão dos EUA acelera saída de empresas estrangeiras de Cuba
-
Diretor alemão retira de circulação filme de 1975 por nudez infantil
-
ONU insta empresas de IA a revelar sua pegada ambiental
-
Abertura de capital da SpaceX transformará Elon Musk em um trilionário?
-
Messi vence o prêmio Princesa das Astúrias dos Esportes
-
Em busca de um futuro nas Canárias: histórias de migrantes diante da visita de Leão XIV
-
Vídeo de estudante esfaqueado e detido após acusação falsa gera protestos no Reino Unido
-
Fifa prepara Copa do Mundo impulsionada por IA, dados e recriações em 3D
-
Microsoft revela seus modelos de IA, a fim de reduzir dependência da OpenAI
-
Airbus conclui primeiro voo de testes do A350-1000ULR, capaz de voar até 22 horas
-
Uniforme usado por Pelé na final da Copa de 1958 será leiloado em Nova York
-
Diretor do The New York Times critica empresas de IA por 'roubarem' informações
'Ouro de sangue': como grupos armados e guerrilhas tomaram controle da mineração na Venezuela
O governo da Venezuela aprovou, sob pressão dos Estados Unidos, uma reforma do setor mineiro para atrair capitais privados e empresas estrangeiras. Mas se depara com um problema grave: grande parte das áreas ricas em minerais do país está sob duro controle de grupos armados e guerrilhas.
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, mas também detém grandes quantidades de ouro, diamantes, bauxita, coltã e terras raras.
A atividade se concentra principalmente no Arco Mineiro, localizado no centro do país, e ao sul, nos estados de Bolívar e Amazonas.
Estas áreas são controladas por grupos armados conhecidos como "sindicatos", que impõem sua lei pela força. São máfias e guerrilhas colombianas deslocadas para a Venezuela.
"É um ouro de sangue que não chega a ser identificado como tal", explica Lisseth Boon, autora de "Oro Malandro", uma investigação sobre a mineração ilegal na Venezuela.
O medo é palpável nestas regiões, cujos habitantes denunciam extorsões constantes. Os sindicatos exigem quantias em dinheiro em troca de proteção contra a criminalidade gerada por suas próprias organizações.
"Os sindicatos controlam tudo, faz parte do dia a dia. Não se pode falar de certos assuntos", disse sob anonimato à AFP uma moradora da região.
- Fabio: um Pablo Escobar -
Estes grupos aplicam suas próprias normas. Em algumas áreas, estabeleceram tribunais informais que resolvem conflitos e crimes, desde infidelidades conjugais até roubos e assassinatos. As sanções incluem multas, espancamentos e até mutilações ou torturas.
Alguns moradores consideram que os criminosos que controlam a região "pacificaram" determinados locais.
Antes, "se você conseguia uma pepita de ouro grande, outros garimpeiros podiam até matar você para roubá-la", relatou sob anonimato um morador de El Dorado.
Esta localidade está sob o controle de Fabio, um "pran" (chefe do crime) que, como Pablo Escobar na Colômbia, conta com o apoio da população.
"Não posso dizer nada (de ruim) sobre ele. A economia parece um pouco mais estável e a segurança também", afirma o homem.
O morador contou que Fabio ajuda os doentes, reforma quadras esportivas, asfalta ruas e colabora economicamente com pessoas em vulnerabilidade e instituições.
Segundo o relatório "A exploração do ouro na Venezuela: devastação, caos e corrupção", da ONG "Transparencia" (2025), "os grupos irregulares vinculados ao chavismo" controlam 20% da produção de aproximadamente 68 toneladas que são extraídas anualmente.
A ONG estima que 66% dos cerca de 5,5 bilhões de dólares (27,7 bilhões de reais) gerados pela exploração estejam sob o controle de "alianças estratégicas com a elite política", empresas mistas público-privadas com limites difusos.
Desde 2016, "a produção de ouro aumentou, mas não a arrecadação para o Estado", acrescenta a ONG.
- "Controle absoluto" -
Os grupos começaram a exercer controle sobre as minas e a atividade mineira após a nacionalização em 2011, quando o falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013) "suspendeu todas as concessões das multinacionais mineradoras", segundo Boon.
Os sindicatos surgiram após a "ausência de controle" e estabeleceram "uma distribuição territorial das minas", um resultado de confrontos armados com dezenas de mortos, acrescentou a jornalista.
Boon cita uma "governança criminal" com acordos entre sindicatos e o Estado.
"É isso que explica que uma área que está totalmente militarizada e onde supostamente há presença do Estado esteja controlada por estes grupos criminosos nas minas", analisou.
Os sindicatos desenvolveram "um controle bastante profundo destes territórios", afirmou à AFP uma pesquisadora da Insight Crime.
O controle destas organizações também recai sobre a "vida cotidiana" dos moradores e povoados mineiros, enfatizou Boon.
Segundo a jornalista, será necessária uma enorme vontade política para extinguir este "padrão de escravidão moderna".
C.Peyronnet--CPN