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Maioria do Fed elevaria juros dos EUA se inflação continuar acima de 2%
A maioria dos responsáveis pela política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central) dos Estados Unidos indicou que serão necessários aumentos das taxas de juros se a inflação continuar acima da meta de 2%, segundo revelaram as atas de sua última reunião publicadas nesta quarta-feira (20).
O Comitê Federal de Mercado Aberto decidiu manter inalterada a taxa de juros nessa reunião, realizada no fim do mês passado.
Quatro dos 12 integrantes com direito a voto, no entanto, se opuseram à decisão, o maior número de discordâncias desde 1992.
As divisões dentro do Fed serão um desafio central para o próximo presidente da instituição, Kevin Warsh, que tomará posse esta semana na Casa Branca.
O Fed tem um duplo mandato: manter a inflação em uma meta de longo prazo de 2% e garantir o máximo emprego na maior economia do mundo.
Os americanos foram afetados por uma inflação mais alta do que o previsto, com os índices de preços ao consumidor alcançando um pico de 9,1% em base anual em meados de 2022.
No mês passado, esse índice ficou em 3,8%, impulsionado pelas consequências econômicas da guerra do presidente Donald Trump contra o Irã.
A taxa de desemprego dos Estados Unidos permaneceu relativamente estável ao longo do último ano.
Alguns participantes da reunião expressaram preocupação com a possibilidade de um conflito de longo prazo no Irã provocar um aumento dos preços da energia, o que poderia "criar um dilema maior entre os objetivos de emprego e inflação do Comitê".
Definir a principal taxa de juros da economia é a principal ferramenta do Fed para cumprir seu duplo mandato.
Reduzir as taxas tende a estimular a atividade econômica e a criação de empregos, enquanto aumentá-las pode esfriar tanto a inflação quanto o crescimento econômico.
H.Meyer--CPN