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Investidores comemoram anúncio de diálogo entre Israel e Líbano e petróleo tem leve alta
Os investidores comemoraram nesta quinta-feira (9) o pedido do primeiro-ministro israelense de "negociações diretas" com o Líbano, e o petróleo fechou em leve alta, dissipando a preocupação com um possível fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
Israel e Líbano vão conversar na semana que vem, em Washington, confirmaram hoje à AFP uma autoridade do Departamento de Estado americano e outra fonte.
Depois de iniciar o dia em baixa, Wall Street reverteu essa tendência após os anúncios e fechou no azul (Dow Jones: +0,58%, Nasdaq: +0,83%, S&P 500: +0,62%).
Os preços do petróleo tiveram leve alta. O barril de tipo WTI subiu para 97,87 dólares (+3,67%), e o de tipo Brent, 1,24%, aos 95,92 dólares.
O anúncio de negociações entre Líbano e Israel alivia a preocupação relacionada à manutenção do cessar-fogo, "mas a instabilidade geopolítica devido à guerra no Oriente Médio permanece firme", destacaram analistas do Briefing.com.
Na Europa, os investidores se mostraram mais cautelosos: Frankfurt caiu 1,14%; Paris, 0,22%; e Londres, 0,05%. Já a bolsa de Milão subiu 0,5%.
O dólar voltou a cair hoje, diante da esperança de que o cessar-fogo se mantenha sólido. Com a guerra no Oriente Médio, a moeda americana tem sido "sustentada pela alta dos preços do petróleo, pelo aumento dos rendimentos e pela demanda por ativos de refúgio relacionada à tensão geopolítica", resumiu Stephen Innes, analista da SPI Asset Management.
Desde o anúncio da trégua, o dólar caiu cerca de 1% perante o euro, e a ameaça persistente de inflação provoca uma alta dos juros no mercado de dívida soberana.
Os riscos de alta dos preços mantêm os bancos centrais em alerta, dispostos a usar o aumento dos juros como arma. "Kevin Warsh, nomeado por Donald Trump para flexibilizar a política monetária do Federal Reserve [Fed, o banco central americano], pode ter dificuldade para reduzir os juros e satisfazer o presidente americano", apontou Grégoire Kounowski, assessor de investimentos da Norman K.
H.Meyer--CPN