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Israel bombardeia Teerã e Beirute; Bagdá é alvo de ataques
Israel anunciou bombardeios em larga escala nesta terça-feira (17) contra Teerã e contra posições do movimento pró-iraniano Hezbollah no sul de Beirute, no 18º dia da guerra no Oriente Médio, que também foi marcado por uma onda de ataques na capital do Iraque.
Em pouco mais de duas semanas, a guerra iniciada por Israel e Estados Unidos contra o Irã deixou mais de 2.200 mortos, a maioria no Irã e no Líbano, segundo as autoridades dos países envolvidos.
A instabilidade geopolítica provocada pelo conflito, assim como as consequências econômicas, preocupa o mundo inteiro e gera nervosismo nos mercados, com os preços do barril de petróleo ao redor de 100 dólares.
Em Bagdá, quatro pessoas morreram nesta terça-feira em um ataque com míssil que atingiu uma residência no bairro de Jadriya que, segundo uma fonte de grupos pró-iranianos do Iraque, abrigava assessores militares iranianos.
A embaixada dos Estados Unidos na capital iraquiana foi atacada duas vezes no intervalo de poucas horas entre segunda e terça-feira. Um jornalista da AFP observou o momento em que a defesa aérea interceptou um projétil, enquanto um drone caiu no complexo diplomático.
Um projétil atingiu o teto de um hotel localizado na Zona Verde, uma área de grande segurança de Bagdá. O ataque provocou um incêndio.
- Teerã e Beirute bombardeados -
A guerra iniciada em 28 de fevereiro por Israel e Estados Unidos contra o Irã envolveu o Iraque, que desejava evitar este cenário a todo custo.
Grupos pró-Irã do Iraque reivindicam ataques diários com drones contra interesses dos Estados Unidos ou instalações de petróleo, enquanto suas facções armadas são atacadas por forças americanas e israelenses.
Israel prosseguiu nesta terça-feira com os bombardeios no Líbano e no Irã. Ao mesmo tempo, vários países do Golfo relataram ataques com drones e mísseis contra seus territórios.
O Exército israelense lançou "uma onda de ataques em larga escala contra a infraestrutura terrorista do regime em Teerã", a capital do Irã, segundo as Forças Armadas.
Também empreendeu "uma onda adicional de ataques contra infraestruturas terroristas do Hezbollah em Beirute", acrescentou em um comunicado.
A estatal Agência Nacional de Notícias libanesa informou que três bairros de Beirute foram atingidos pelos bombardeios israelenses, incluindo um edifício residencial.
Por sua vez, o Hezbollah anunciou um ataque contra soldados e tanques israelenses em várias localidades do sul do Líbano.
Um cidadão paquistanês morreu na queda de destroços de um míssil interceptado em Abu Dhabi, informou o governo dos Emirados Árabes Unidos (EAU).
Além disso, a zona industrial petrolífera de Fujairah, na costa dos EAU, foi atacada com drones, o que provocou um incêndio, segundo as autoridades, que não relataram feridos.
- Irã quer jogar no México -
Mais de um milhão de pessoas foram deslocadas desde o início dos bombardeios israelenses no Líbano, país arrastado para a guerra após os ataques do Hezbollah contra Israel como retaliação pela morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia do conflito.
Em Israel, os alarmes foram acionados novamente após a detecção de mísseis lançados do território iraniano.
A República Islâmica também atacou os países vizinhos do Golfo que abrigam bases e interesses americanos, onde lançou drones e mísseis, em particular contra o aeroporto de Dubai, um dos principais centros do tráfego aéreo mundial.
A Autoridade de Aviação Civil dos EAU fechou brevemente o espaço aéreo do país na manhã de terça-feira.
O presidente americano, Donald Trump, insistiu na segunda-feira que os países aliados, sobretudo os europeus, devem ajudar a garantir o trânsito naval pelo Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás natural, que está bloqueado pelo Irã desde o início do conflito.
"Estamos há 40 anos os protegendo e não querem se envolver", disse Trump, que incentivou "as demais nações" a se envolver "rapidamente e com grande entusiasmo".
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, descartou na segunda-feira uma ação da Otan para abrir o Estreito de Ormuz. Japão e Austrália também rejeitaram o apelo de Trump.
No campo esportivo, a seleção de futebol do Irã, classificada para a Copa do Mundo de 2026, afirmou que está negociando com a Fifa para disputar suas partidas no México.
Segundo o sorteio dos grupos da Copa, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, a equipe da República Islâmica deve jogar suas partidas da primeira fase em Los Angeles e Seattle. Além disso, seu campo-base ficaria no estado do Arizona.
"Como Trump deixou claro que não pode garantir a segurança da seleção nacional iraniana, certamente não iremos aos Estados Unidos", declarou o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj.
burx-roc/ms/mas/ahg/fp
C.Smith--CPN