-
Trump qualifica Charles III como 'o maior de todos os reis' ao concluir visita de Estado
-
Rio respira ar latino antes do megashow da Shakira
-
Aeroporto de Bogotá interrompe brevemente suas operações devido a um drone
-
Economia dos EUA cresce menos que o esperado e inflação dispara
-
Preços do petróleo caem após maior alta em quatro anos
-
Casa Branca se opõe a ampliar acesso da Anthropic ao modelo Mythos, diz imprensa
-
Foguete europeu Ariane 6 colocou em órbita o 2º lote de satélites da Amazon Leo
-
Irã desafia bloqueio dos EUA e preço do petróleo dispara
-
Países unem forças em Santa Marta para começar a se afastar do petróleo
-
Rei Charles III expressa 'solidariedade' com EUA no memorial de 11 de Setembro em NY
-
Alphabet dispara e seus rivais cambaleiam diante dos custos da IA
-
Trump crê que EUA vai voltar a pisar na Lua antes do fim de seu mandato
-
Suprema Corte dos EUA limita redistribuição eleitoral destinada a favorecer minorias
-
O que o futuro reserva à Opep após a saída dos Emirados Árabes Unidos?
-
Fed mantém taxas de juros inalteradas pela terceira reunião consecutiva
-
Chefe de gabinete de Milei se defende no Congresso de suspeitas de corrupção
-
Trump diz ao Irã que 'é melhor ficarem espertos logo' e aceitarem acordo nuclear
-
Guerra no Irã ameaça levar mais de 30 milhões de pessoas à pobreza
-
MBDA e Safran lançam primeiro teste de foguete de longo alcance Thundart
-
Powell é foco de reunião do Fed, que deve manter juros
-
Empresa de limpeza viraliza no Japão por serviço de 'spa para pelúcias'
-
UE acusa Meta de permitir acesso de menores de 13 anos ao Facebook e Instagram
-
Canal do Panamá descarta especulação com preços por bloqueio de Ormuz
-
'Independência': países em Santa Marta pedem fim do uso de combustíveis fósseis
-
Charles III pede que EUA se mantenha fiel aos aliados ocidentais
-
Musk e Altman, frente à frente em ação judicial sobre a OpenAI
-
Emirados Árabes Unidos deixarão Opep em maio para proteger 'interesse nacional'
-
Lucro líquido da montadora chinesa BYD cai 55% no 1º trimestre
-
Emirados Árabes Unidos vão deixar Opep a partir de maio
-
Preços das commodities sobem com guerra e outros fatores, diz Banco Mundial
-
Jovem se declara culpado na Áustria de planejar atentado contra show de Taylor Swift
-
Quase 60 países participam de primeiro encontro na Colômbia para superar as energias fósseis
-
Colisão de trens na Indonésia deixa 15 mortos e dezenas de feridos
-
Ex-atriz faz depoimento emotivo em novo julgamento por estupro contra Weinstein
-
Personalidade de Elon Musk, no centro da batalha jurídica contra a OpenAI
-
Colisão entre trens perto de Jacarta deixa ao menos cinco mortos
-
Rei Charles III se reúne com Trump em tentativa de recompor relações
-
Rei Charles III chega aos EUA para reforçar vínculos com Trump
-
Começa seleção do júri na batalha legal de Musk contra OpenAI
-
UE quer obrigar Google a abrir Android para concorrentes de IA
-
O seleto mundo dos bolos de casamento superluxuosos
-
Turismo despenca em Cuba no primeiro trimestre de 2026
-
Gasto militar seguiu crescendo em 2025 com multiplicação de guerras e tensões
-
Powell lidera última reunião como presidente do Fed em meio a preocupações com a inflação
-
Empresas de IA intensificam campanhas de influência para impactar medidas regulatórias
-
Príncipe Harry afirma que 'sempre' fará parte da família real
-
OpenAI pede desculpas ao povo canadense por não ter reportado ataque a tiros
-
YouTube oferece detecção de 'deepfakes' a artistas de Hollywood
-
Lula busca respostas diante de avanço da direita a meses das eleições
-
Departamento de Justiça dos EUA arquiva investigação contra presidente do Fed
Casais chineses evitam ter filhos, apesar de campanha para impulsionar natalidade
Grace, de 25 anos, decidiu não ter filhos com seu marido, apesar da pressão de seus pais e da sociedade para tê-los, no momento em que a China busca impulsionar sua taxa de natalidade em declínio.
Dez anos depois de Pequim ter revogado sua rigorosa política do filho único, o país enfrenta uma profunda crise demográfica.
Os modelos demográficos das Nações Unidas estimam que a população chinesa passe dos atuais 1,4 bilhão para 800 milhões em 2100. E em 2024, o país registrou apenas 9,54 milhões de nascimentos, metade dos contabilizados em 2016.
Cada vez mais jovens como Grace referem-se a si mesmos como "DINK", sigla da expressão em inglês "dual income, no kids", ou "dupla renda, sem filhos". Alguns descartaram ter crianças, outros adiaram por alguns anos.
Seus motivos são diversos. Incluem os altos custos de criar filhos ou preocupações com suas carreiras profissionais.
Grace relatou que precisa ter uma renda melhor e mais economias antes de constituir família. Sem estas condições, "nem sequer consideraria ter filhos", acrescentou a criadora de conteúdo.
O termo "DINK" viralizou nas redes sociais chinesas.
"Se eu fosse divulgar o fato de que sou uma DINK e de que levo uma vida confortável, certamente haveria muita gente incomodada", comentou à AFP.
- Sem tempo ou dinheiro -
As autoridades chinesas lançaram iniciativas pró-natalidade desde que puseram fim à sua política do filho único, que vigorou por mais de três décadas para enfrentar a pobreza e a superpopulação.
Ofereceram mais auxílios para o cuidado das crianças, incluindo subsídios de até 500 dólares anuais (R$ 2.718, na cotação atual) aos pais por cada filho com menos de três anos, informou a imprensa estatal em julho.
A China também adotou um imposto sobre preservativos e outros anticoncepcionais. Mas especialistas afirmam que o país, superado em 2023 pela Índia como o mais populoso do mundo, enfrenta numerosos obstáculos para aumentar suas taxas de natalidade.
"Está crescendo o número de pessoas que optam por não se casar ou não ter filhos", comentou à AFP He Yafu, um demógrafo chinês independente.
Pan Wang, professora da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, acredita que "a política do filho único reconfigurou as normas familiares e os estilos de vida, porque muita gente, em especial a geração de filho único, se acostumou a — e muitas vezes prefere — famílias pequenas".
O crescente custo de vida e a incerteza econômica também fazem com que as pessoas desistam de ter filhos, acrescentou.
Wang Zibo, um residente de Pequim de 29 anos, disse que ele e a esposa decidiram esperar até que "a economia se estabilize" antes de ter filhos.
"Olhando para a situação na China atualmente, o principal motivo (para que casais jovens não tenham filhos) é que a economia está um pouco fraca", explicou à AFP.
Muitos trabalham em longas jornadas, no âmbito de uma cultura denominada "996" — das 9h às 21h, seis dias por semana.
"As pessoas estão excessivamente ocupadas com o trabalho (...) é difícil encontrar tempo para pensar" em uma família, segundo Wang.
Em 2016, foi permitido que os casais chineses tivessem um segundo filho. Cinco anos depois, Pequim flexibilizou ainda mais as regras ao autorizar o nascimento de um terceiro.
He Yafu estima que, se a taxa de fecundidade da China — aproximadamente um filho por mulher — se mantiver a longo prazo, as consequências mais evidentes serão uma diminuição contínua da população e um rápido envelhecimento da mesma.
"Isto aumentará no futuro o peso do cuidado dos idosos, enfraquecerá a força nacional da China e prejudicará o desenvolvimento econômico", advertiu o demógrafo.
M.Anderson--CPN