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Inflação se mantém em alta no Brasil e atinge 5,53% em abril
A inflação interanual no Brasil alcançou 5,53%, em abril, um novo aumento, que demonstra as dificuldades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter a alta dos preços, segundo dados oficiais publicados nesta sexta-feira (9).
O presidente Lula (PT) tem sofrido uma queda em sua popularidade, em parte devido ao aumento do custo dos alimentos. As medidas tomadas pelo governo para contrabalançar esta alta até agora não conseguiram conter a inflação, que em março foi de 5,48% interanual.
Na comparação mês a mês, a inflação recuou levemente: foi de 0,43% em abril frente a 0,56% em março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os preços dos alimentos, das bebidas e dos medicamentos registraram os maiores aumentos (0,82%), de acordo com o IBGE.
Para controlar a inflação, o Banco Central aumentou a Selic, a taxa básica de juros, para 14,75%, seu maior nível em quase duas décadas.
Em março, o governo havia anunciado uma série de medidas como a eliminação dos impostos sobre a importação de produtos como carne e açúcar.
No ano passado, o Brasil foi afetado por vários eventos climáticos extremos, como uma seca histórica e cheias, que comprometeram o setor agrícola e impulsionaram o aumento dos preços.
No entanto, espera-se que a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas atinja um recorde de 327,6 milhões de toneladas em 2025, segundo estimativas divulgadas em março pelo IBGE, o que poderia ajudar a combater a inflação dos alimentos.
Especialistas e instituições financeiras consultados pelo boletim Focus do Banco Central preveem uma inflação de 5,55% ao final de 2025, acima da meta oficial, entre 1,5% e 4,5%.
Y.Ibrahim--CPN