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Milhares de pessoas protestam em Londres pelos direitos das pessoas trans
Milhares de manifestares se reuniram, neste sábado (19), em Londres, para defender os direitos das pessoas transgênero, após a decisão do Supremo Tribunal britânico de basear a definição legal de uma mulher no sexo biológico.
"As mulheres trans são mulheres", "As pessoas trans não são o inimigo", diziam alguns cartazes levados pelos manifestantes, a maioria jovens de 20 a 30 anos, reunidos na praça do Parlamento, no centro de Londres.
Outra manifestação está prevista em Edimburgo, Escócia.
A decisão do Supremo, anunciada na quarta-feira, provavelmente terá consequências importantes para as mulheres trans, pois abre as portas para sua exclusão de alguns lugares, como centros de acolhida para mulheres.
O tribunal assegurou que a decisão não diminui as proteções contra a discriminação ou o assédio que as pessoas trans sofrem.
No entanto, a preocupação delas está aumentando.
"Tudo na minha transição será mais complicado", teme Joe Brown, uma mulher trans de 29 anos, em pleno processo de mudança de gênero.
Brown disse acreditar que as crianças trans sentiriam "mais medo" de sair do armário e também teme que as pessoas trans "não possam mais acessar os serviços de saúde".
Avery Greatorex, copresidente da organização Pride in Labour, explicou que a manifestação foi organizada "para pressionar o governo e a população" para que ajam para "garantir os direitos das pessoas trans".
A decisão do Supremo resultou de uma longa batalha legal entre o governo escocês, defensor dos direitos dos trans, e um grupo de ativistas feministas. Estas últimas comemoraram a decisão como uma vitória para os direitos das mulheres.
"Isto não é feminismo, é intolerância", respondeu uma manifestante com seu cartaz.
O governo britânico, de centro esquerda, considerou que a decisão traz "clareza para as mulheres e os provedores de serviços hospitalares, refúgios e clubes esportivos".
A.Mykhailo--CPN